Paralisia Facial

 
 

Departamento de Paralisia Facial

 
No Instituto Português da Face temos uma consulta multidisciplinar de paralisia facial, com uma equipa internacional, para discutir as melhores estratégias terapêuticas para cada caso. Acreditamos que é sempre possível melhorar a qualidade de vida dos doentes com paralisia facial.
 
 
 

A Paralisia Facial

 
 
 
 
 
 
 
A simetria facial é uma das características estéticas mais importantes na face e um desafio para todos os cirurgiões. A assimetria facial pode ser de origem óssea, tecidos moles, alterações neuromusculares ou mista. O nervo facial, VII nervo craniano, é responsável pela expressão facial e a sua lesão pode levar a paralisia facial.

A paralisia facial é uma situação clínica que pode ter um grande impacto psicológico na vida dos doentes. Quando o nervo facial está comprometido podemos ter várias alterações motoras faciais:
  • dificuldade para fechar as pálpebras
(deixando o olho exposto, podendo haver lesões irreversíveis)
  • dificuldade em sorrir
  • dificuldade para falar ou comer
  • dificuldade para dar beijos
  • assimetria facial

A sua manifestação inicia-se de uma forma aguda, com as alterações faciais em menos de 72 horas. Pode ser acompanhado de hipersensibilidade ao sons, dor no pavilhão auricular ou olhos secos.
 
 
 
 
 

Causas

 
A paralisia facial pode ser de causa congénita ou adquirida. As causas adquiridas dividem-se em 5 grupos diferentes:
  • Causas desconhecidas: conhecida como paralisia de Bell, onde não há uma causa identificada durante o diagnóstico. É a mais frequente, representando 60-75% de todas as paralisias;
  • Traumática: está relacionada com traumatismos faciais profundos ou fraturas ósseas, como a fratura da mandíbula ou do temporal;
  • Infeciosa: provocada por infeção viral, como é caso do Vírus da Varicela Zóster ou o Vírus de Epstein-Barr;
  • Neoplásicas: relacionado com o aparecimento de neurinomas do nervo facial;
  • Neurológica: destaca-se o síndroma de Guillain-Barré, que é causa mais frequente de paralisia facial periférica bilateral.
 

Diagnóstico e Tratamento

 
O principal objetivo do tratamento da paralisia facial é conseguir manter um movimento simétrico da face. É um grande desafio alcançar uma expressão facial natural, e na maioria dos casos uma expressão facial absolutamente normal nunca será alcançada. Outro dos objetivos é conseguir simetria da face em repouso, reduzir tanto quanto possível o número de espasmos faciais.

Para além da assimetria facial e da falta de expressão, existem possíveis lesões oftalmológicas associados à falta de proteção do olho devido a alteração da tonicidade muscular (lagoftalmos). O doente que não consegue fechar a pálpebra superior devido à falha da contração do músculo que fecha o olho (orbicularis oculi) e à falta de tonicidade da pálpebra inferior apresenta uma exposição do globo ocular. Esta exposição pode causar conjuntivites de repetição, úlceras da córnea, aumento da sensibilidade do olho, e mesmo uma diminuição da acuidade visual. É geralmente necessário ocluir o olho à noite com pensos oculares e o uso contínuo de lágrimas e pomadas artificiais.

O diagnóstico de paralisia facial é sobretudo clínico, embora sejam necessários exames complementares, como a electromiografia e a ressonância magnética para ajudar na decisão clínica. Uma vez feito o diagnóstico de paralisia facial, é importante estabelecer o grau de compromisso da função motora, assim como a etiologia e o tempo de evolução. Todos estes dados irão contribuir para o tratamento adequado e para o prognóstico de cada caso.

 
 
 

FACTORES DETERMINANTES NO TRATAMENTO DA PARALISIA FACIAL

 
Todas as paralisias faciais são iguais?
 
> Resposta
 
Quando devemos tratar?
 
> Resposta
 
Como planear o tratamento da paralisia facial?
 
> Resposta
 
 
 

Tratamentos da Paralisia Facial

 
 
 

Tratamento Conservador

 
Existem técnicas estéticas que permitem uma camuflagem da paralisia facial como por exemplo, o uso de fios tensores ou a toxina botulínica. A utilização de toxina botulínica tem como objetivo alcançar a simetrização facial através da paralisação de músculos cujo movimento cria a assimetria.
 

Tratamento Cirúrgico

 
O tratamento cirúrgico pode ter dois objetivos: 1) promover a simetria sem recuperação do movimento (técnicas estáticas) ou 2) recuperar a mobilidade muscular (técnicas dinâmicas).

As técnicas estáticas tem como objetivo simetrizar a face em repouso, sem recuperação do movimento. Neste tipo de técnicas encontram-se os enxerto de gordura, lifting facial, blefaroplastia, etc.

No Instituto Português da Face temos também técnicas cirúrgicas dinâmicas, mais complexas que permitem uma recuperação muito aceitável da paralisia, como por exemplo: autotransplante muscular com reinervação dos músculos faciais com técnicas de microcirurgia.

Tendo em conta todos estes fatores, existem dois grupos principais de técnicas cirúrgicas:

 
 
 
técnicas de reinervação muscular
 
Nas paralisias faciais com menos de 18 meses de evolução, a musculatura facial, normalmente não apresenta atrofia irreversível e podemos recuperar a atrofia muscular com técnicas de reinervação facial. Esta situação tem maior taxa de sucesso nos primeiros 18 meses de evolução, embora os dados existentes não sejam rigorosos e tenhamos de confirmar a viabilidade muscular com estudos electromiográficos. Uma das técnicas realizadas é a reconstrução direta do nervo lesado; se as extremidades não estiverem suficientemente próximas podemos realizar um enxerto nervoso. Outra das técnicas usadas, aproveita o impulso nervoso gerado por outro nervo, redireccionando esse impluso através do nervo facial e dos seus ramos que se mantêm intactos técnicas (cross-face, sutura hipoglosso-facial ou sutura do nervo massetero-facial).
 
Técnicas de reconstrução muscular
 
Normalmente são adequadas para paralisias com mais de 18 meses de evolução, independentemente da causa que a produziu. Porém, cada caso deve ser avaliado individualmente com base nos dados electromiográficos e nas características do doente, sendo a idade especialmente importante. Esta técnica permite simetrização da face em posição estática ou dinâmica.
 
Técnicas para a pálpebra superior
 
Os movimentos palpebrais podem ser voluntários ou involuntários (intermitentes). Conseguir recuperar ambos movimentos é o principal objectivo da cirurgia palpebral. As principais técnicas cirúrgicas incluem a inserção de pesos superiores na pálpebra, rotação muscular para restaurar movimentos voluntários entre outras.
 
Procedimentos complementares
 
Os procedimentos complementares devem ser discutidos com o doente após a cirurgia principal, a fim de alcançar os melhores resultados possíveis. Estes procedimentos podem ser cirúrgicos como a cirurgia plástica ocular, ou não cirúrgicos como a aplicação de toxina botulínica. O processo de reabilitação é fundamental e deve acompanhar cada uma das diferentes técnicas cirúrgicas utilizadas no tratamento da paralisia facial. A reabilitação é diferente em cada uma das opções cirúrgicas que realizamos e deve ser aplicado por profissionais altamente especializado no tratamento de doentes com paralisia facial. Ao longo do processo de reabilitação, o tratamento complementar com toxina botulínica é essencial.

O tratamento proposto a cada doente depende das possibilidades de sucesso de cada caso, das expectativas do doente e do quanto ele está disposto a envolver-se para atingir os seus objetivos. Cada caso de paralisia facial é único. No Instituto Português da Face temos uma equipa experiente, com conhecimento de diferentes técnicas para ajudar da melhor forma os nossos doentes com paralisia facial.

 
 
 
Equipa IPFace Destacada para o Departamento
 
 
 
 
COORDENADOR DE DEPARTAMENTO
 
 
 
Equipa
 
 
 
 
 
PROF. DR. OLIVAS MENAYO
 
 
 
PROF. DR. DAVID ÂNGELO
 
DR. BRUNO ROSA
 
 
 
DR. DAVID SANZ
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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